Não a puxou pra perto quando esperavam atravessar a rua. O carinho no cabelo ficou assim, meio sem vontade
Não sorriu o mesmo tanto e quando falou, nem precisava dizer mais nada. Apenas sabia.
Engraçado como as coisas seguem um caminho lógico em direção ao fim.
Depois daquele dia o telefone nunca mais tocou.
Afinal, como a música diz: "amor a gente inventa".
O amor a gente disfarça, inventa outro de novo, mas a dor não.
A dor rasga, dilacera, desestrutura, deixa traumas.
Mas não podemos nos apegar a esses sentimentos ruins.
O amor verdadeiro aceita que a partida, às vezes, é o melhor final.
Ter a consciência do seu fim e de como isso pode ser deixar a passagem mais leve.
Eu só quero a sorte de que meus batimentos logo silenciem dentro do meu coração clandestino.
Ter a consciência do seu fim e de como isso pode ser deixar a passagem mais leve.
Eu só quero a sorte de que meus batimentos logo silenciem dentro do meu coração clandestino.
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