Catete, Rio de Janeiro, chuva num final de semana qualquer.
Ela acorda com aquela carinha de quem não gosta muito do que vê, meio dia. A escorpiana e nova moradora quase volta para cama, se enche de coragem e vai na janela do seu apartamento.
Geralmente só aumenta a saudade que sente dentro do peito, aquela de verdade.
Mas naquele dia choveu, e como choveu. E choveu diferente… molhou devagar, ritmado. Deu pra sentir um vento fresco entrando sob a cortina e deu vontade de sorrir, e ela sorriu.
A chuva continuou caindo durante o dia e noite a dentro, acho que pela primeira vez ela gostou de estar alí, embora no fundo, eu saiba que preferia estar lá, em outro lugar.
Eu caminhando pela calçada, olhei para cima, a vi na janela, fiquei uns dois minutos olhando e cheguei até a sentir frio, lá estavam os prédios que tanto me atrapalham durante o dia, pareciam mais doces agora, uma arquitetura fantástica, com ela tudo se completava sob a luz de uma cidade que nunca dorme e sob a água que lavava com calma e com gosto.
Nem a conheço bem....mas ja conheço seu cheiro, fico bem quando se faz presente.
E quer saber......eu alí pensando em tudo isso.....na chuva....percebi que as coisas mais especiais devem continuar assim.
Extraordinárias.
Fora da ordem.
Inatingíveis pela mesmice da rotina, intangíveis pelas incertezas e dúvidas. Deixemos então, que elas continuem como são, essencialmente especiais.
E por uma noite eu amei aquela rua do Catete.
Ela acorda com aquela carinha de quem não gosta muito do que vê, meio dia. A escorpiana e nova moradora quase volta para cama, se enche de coragem e vai na janela do seu apartamento.
Geralmente só aumenta a saudade que sente dentro do peito, aquela de verdade.
Mas naquele dia choveu, e como choveu. E choveu diferente… molhou devagar, ritmado. Deu pra sentir um vento fresco entrando sob a cortina e deu vontade de sorrir, e ela sorriu.
A chuva continuou caindo durante o dia e noite a dentro, acho que pela primeira vez ela gostou de estar alí, embora no fundo, eu saiba que preferia estar lá, em outro lugar.
Eu caminhando pela calçada, olhei para cima, a vi na janela, fiquei uns dois minutos olhando e cheguei até a sentir frio, lá estavam os prédios que tanto me atrapalham durante o dia, pareciam mais doces agora, uma arquitetura fantástica, com ela tudo se completava sob a luz de uma cidade que nunca dorme e sob a água que lavava com calma e com gosto.
Nem a conheço bem....mas ja conheço seu cheiro, fico bem quando se faz presente.
E quer saber......eu alí pensando em tudo isso.....na chuva....percebi que as coisas mais especiais devem continuar assim.
Extraordinárias.
Fora da ordem.
Inatingíveis pela mesmice da rotina, intangíveis pelas incertezas e dúvidas. Deixemos então, que elas continuem como são, essencialmente especiais.
E por uma noite eu amei aquela rua do Catete.
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