Então (digo então como se ja tivesse contado isso para você em algum outro momento), eu até coloquei aquela bermuda que você não conheceu, a minha predileta, porque bem no dia em que eu te esperava com ela, você
não foi mais.
Ah Linda, nunca mais recebi seus telefonemas, e olha que ja faz tempo.
Nunca mais dividimos a minha cama. Nunca mais a intimidade das roupas velhas ou do encontrar de corpos nus durante a noite.
Gostava quando tinha você embaixo do cobertor comigo ou quando tinha a gente morrendo de calor e evitando os lençóis. Enfim…
Esse final de semana de feriado prolongado, foi o mais difícil para mim, e o mais maravilhoso.
E quando percebi que há temos você não me ligava eu resolvi escrever.
Nem sei mais por onde você anda, se ainda está com aquele sorriso metálico e seus lábios em cor de rosa. Na verdade mesmo eu sei que você estava aqui comigo.
O que sei é que desde sexta eu decidi colocar minhas roupas mais velhas, aquela camiseta, ligar o som e… ouvir a nossa música.
Rituais da saudade. De quem leva ou dá um pé na bunda mas não se livra do amor, nem das lembranças. E sente que às vezes é preciso deixar o pensamento tomar o rumo que procura há dias depois de tanto disfarçar que não pensa mais.
Fui lá viver nós dois na memória. Você sendo apresentada ao sofá da sala às cinco da manhã.
Rindo do meu travesseiro palmeirense em forma de coração verde que, sei lá, ja saiu seu perfume há tempos.
E tantas outras coisas que vivemos no meu apartamento, embora tenha sido por aí que a gente passou a maior parte desse nosso amor de saudade (desculpe o trocadilho).
Sabe eu precisava te contar, aquele meu velho cobertor nem esquenta tanto como antes.
Velho, né? E dá saudade do abraço, porque seu abraço esquentava. Queimava. E eu cabia nele e me encaixava de tal modo que parecia ter sido feito pra mim. Quantas vezes te disse isso…
Bem mais do que disse ‘eu te amo’. Deveria ter dito mais. Deveria ter dito antes. Eu já senti que era amor tão de cara.
Aí sobrou dizer eu te amo por aí, para as paredes e para o teto, para as cartas que não foram postadas no Blog, para as preces que olha só, eu tão descrente, dei de fazer.
E fiquei ali, remoendo as coisas não ditas, as que foram ditas demais, as que nem deveriam ter sido mencionadas, as que eu queria continuar dizendo.
Remoendo que, apesar de me gostar tanto daquela bermuda e camiseta – não porque fico bonito, afinal são velhos e meio feios mesmo, mas porque fico muito eu mesmo e mais discontraído que o normal – você nunca vai me ver assim.
E mesmo dizendo tudo isso você continua aqui.
Não precisa mais me ligar, estou bem agora. E mesmo que você ligasse eu não ouviria mesmo, com essa música tão alta.
Então Linda, agora é hora de desligar a música que já repetiu há muito.
E de tudo o que eu escrevo aqui, você sabe o que realmente posso dizer.
Precisamos parar de pensar e fugir mais um pouco.
Fugir de você e de mim.
Ah Linda, nunca mais recebi seus telefonemas, e olha que ja faz tempo.
Nunca mais dividimos a minha cama. Nunca mais a intimidade das roupas velhas ou do encontrar de corpos nus durante a noite.
Gostava quando tinha você embaixo do cobertor comigo ou quando tinha a gente morrendo de calor e evitando os lençóis. Enfim…
Esse final de semana de feriado prolongado, foi o mais difícil para mim, e o mais maravilhoso.
E quando percebi que há temos você não me ligava eu resolvi escrever.
Nem sei mais por onde você anda, se ainda está com aquele sorriso metálico e seus lábios em cor de rosa. Na verdade mesmo eu sei que você estava aqui comigo.
O que sei é que desde sexta eu decidi colocar minhas roupas mais velhas, aquela camiseta, ligar o som e… ouvir a nossa música.
Rituais da saudade. De quem leva ou dá um pé na bunda mas não se livra do amor, nem das lembranças. E sente que às vezes é preciso deixar o pensamento tomar o rumo que procura há dias depois de tanto disfarçar que não pensa mais.
Fui lá viver nós dois na memória. Você sendo apresentada ao sofá da sala às cinco da manhã.
Rindo do meu travesseiro palmeirense em forma de coração verde que, sei lá, ja saiu seu perfume há tempos.
E tantas outras coisas que vivemos no meu apartamento, embora tenha sido por aí que a gente passou a maior parte desse nosso amor de saudade (desculpe o trocadilho).
Sabe eu precisava te contar, aquele meu velho cobertor nem esquenta tanto como antes.
Velho, né? E dá saudade do abraço, porque seu abraço esquentava. Queimava. E eu cabia nele e me encaixava de tal modo que parecia ter sido feito pra mim. Quantas vezes te disse isso…
Bem mais do que disse ‘eu te amo’. Deveria ter dito mais. Deveria ter dito antes. Eu já senti que era amor tão de cara.
Aí sobrou dizer eu te amo por aí, para as paredes e para o teto, para as cartas que não foram postadas no Blog, para as preces que olha só, eu tão descrente, dei de fazer.
E fiquei ali, remoendo as coisas não ditas, as que foram ditas demais, as que nem deveriam ter sido mencionadas, as que eu queria continuar dizendo.
Remoendo que, apesar de me gostar tanto daquela bermuda e camiseta – não porque fico bonito, afinal são velhos e meio feios mesmo, mas porque fico muito eu mesmo e mais discontraído que o normal – você nunca vai me ver assim.
E mesmo dizendo tudo isso você continua aqui.
Não precisa mais me ligar, estou bem agora. E mesmo que você ligasse eu não ouviria mesmo, com essa música tão alta.
Então Linda, agora é hora de desligar a música que já repetiu há muito.
E de tudo o que eu escrevo aqui, você sabe o que realmente posso dizer.
Precisamos parar de pensar e fugir mais um pouco.
Fugir de você e de mim.
Xis, sua postagem é muito boa, tenho acompanhado com frequencia....fico impressionada pela sua sensibilidade, tenho a certeza que voces serão muito felizes!!!!
ResponderExcluirMGR, Goiania
Essa é a foto da Linda?
ResponderExcluirLindissimaaaaa.
Isabella F.R - Curitiba
Nossa! Que texto complexo!!!! Ao ler (e olha que li umas 5 vezes) entendi que voce, amigo Xis, gosta verdadeiramente de Linda, mas ao mesmo tempo me parece que esta cansado de sofrer a ausencia e esta, assim digamos, se despedindo? Isso mesmo? Voce esta desistindo de Linda em busca de algo melhor? Desistindo de algo que na verdade pode ser uma possibilidade e procurando algo realmente possivel? Belo texto de amor e despedida! Como voce mesmo disse: Inspirador!
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