domingo, 6 de outubro de 2013

E por mais que muita gente ache o contrário, não importa, algo em mim diz que valeu a pena.

Sabe, eu achei uma foto nossa hoje.

Velha. A gente não tinha mais do que quinze dias de namoro.

Parece que de lá pra cá se passaram uns dez anos, mas não.

Quem vê nossa foto percebe que a gente tá com um sorriso bom, leve, não estávamos olhando pra câmera, decerto, era pra algum dos lugares mais legais que a gente olhava

Lembra? A gente ainda olhava junto, na mesma direção.

E nós não tínhamos brigas, não tinha desentendimento, não tinha arrependimento, nem certeza de porra nenhuma.

E era era bom.

As mãos dadas (mas, sabemos, mesmo nos piores momentos, sempre estivemos com as mãos entrelaçadas, era uma coisa muito nossa, porque era o tempo todo), os ombros encostando, quase dividindo o mesmo espaço… bonito, bonita a cena, bonita você.

Você tava muito bonita com aquela camiseta amarela ou aquela jaqueta vermelha ou meia assim.

Sabe Linda, ainda outro dia eu te guardava com um certo receio dentro de mim, mas hoje, olhando aquela foto, eu entendi porque tinha dado pra te guardar com amor.

Você pode negar o quanto quiser, mas tivemos nossos bons momentos. é nessa caixinha de bons momentos, com essas fotos bonitas, com esses dias felizes, com essas recordações que deixam o coração alegre por saber que viveu tudo isso, que eu vou te guardar.

Você que me guarde onde quiser, que me jogue fora se achar melhor.

Eu não.

Eu te guardo. Seja nos meus textos, seja na minha melhor lembrança.

Linda, te guardo na minha melhor lembrança do melhor amor que te dei.

E por mais que muita gente ache o contrário, não importa, algo em mim diz que valeu a pena.


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