quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

É só para eu saber o quanto se perde no caminho longo da saudade até o papel…

Foi quando percebi que, de tudo o que escrevo, nunca esperei que você respondesse, correspondesse ou gostasse,
Eu nem sei bem, na verdade eu sei. É só essa minha necessidade de escrever, me abrir e escancarar…
Linda, talvez você entre neste blog mesmo assim, nesse dia de calor assim, de saudade de querer estar melhor, estar realmente feliz.
Há quem diga que você queira matar essa saudade que te pega pelos cantos, entre um cigarro e outro ou numa insonia qualquer.
Vontade de ler aqui coisas novas, vontade de ligar mesmo quando está presente a vã fragilidade de quem se entrega no braços de quem te quer bem.
E enquanto isso eu escrevo em folhas de papel de um caderno velho, e vou contando meus pedaços no ritmo de um blues qualquer…
Ah Linda.....não se chateie se chegar uma carta, se eu telefonar e me declarar,
Não precisa dizer nada, pode até desligar…
Mas se desligar, então, de uma vez
Só não me deixe no meio passo entre o mal e o bem…
Não me julgue se eu não sei ser pela metade
Se eu não sei te querer ao meio, é essa minha mania de tudo inteiro…
E na tensão dessa intensidade tão minha, eu te escrevo não para você ler.

É só para eu saber o quanto se perde no caminho longo da saudade até o papel…

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