Tenho lido algumas postagens no facebook da menina de branco. E fiquei aqui pensando. A única certeza que eu tenho em escrever este post é que a certeza que você também tem.
Sabe, quando me vejo aqui pensando nela ou lendo aquelas frases instantâneas do facebook, vejo que suas interpretações cabem num "talvez" o mesmo tanto que cabem num "se", o mesmo tanto de coisas que deixam de caber depois de um "mas" e o mesmo tanto de sonhos que o "basta" impediu a menina de branco de levar adiante alguns de seus desejos.
Essa nossa mania de indefinição é que nos faz parar sabe. Essa coisa de "nem lá, nem cá".
Num "talvez" ficam pendentes os sorrisos. Porque o "talvez", a gente quer que seja um "sim", mas a gente vive sentindo doer como se fosse um "não".
E se vira "não", de fato, o único conforto é que está diluída a ansiedade da espera, mas nasce aí toda dor de uma esperança que agora é morta.
Já reparou que o "talvez" segura a pressa do passo e segura a felicidade que urge?.
O "talvez" quebra o encanto do que é pra ser livre, do que é pra deixar "ser" e "estar". Dívida com o futuro, certeza de coração na mão. Promessa, espera, dúvida sincera. Às vezes, necessário. Quase sempre, desesperador.
Nem lá, nem cá. Em cima do muro pressentindo a cara no chão. Quem sabe? Nem o dono do talvez sabe. Ou talvez saiba, mas prefere guardar pra si.
Tudo palpite. Nada concreto. E olha que já conheci muitos lugares e muitas pessoas. Ninguém sabe!
Ninguém sabe como teria sido se não houvesse um "talvez".
Um talvez como aquela música do Whitesnake "here i go again". Porque se "talvez" você tivesse segurado a mão… Você nunca vai saber… A possibilidade ficou presa na incerteza vaga da indefinição.
"Talvez" é pouco, por mais que possa ser muito, caso seja.
"Talvez" é reticente, é vírgula, é aquela declaração de amor que ficou por ser dita por medo de não ser ouvida. É o beijo que recua quando do abraço por medo da entrega.
Pode ser refúgio, mas soa tortura. Soa dolorido. E demorado. E atrasado. Pára e espera. Pergunta sem interrogar. Teatro de ensaio. É se olhar no espelho ou dormir mais cedo para o amanha chegar mais rápido.
"Talvez" é dar espaço e tempo ao aqui e agora. Permitir infinito o imediato.
Ah mulher de branco.......Não é fácil te vencer pelo cansaço, se é que há vencedor.
E como você mesmo diz: "-Ai ai ai, você me vê por um lado diferente!"
Não menininha, eu faço a sua leitura de "Mulher pelo prefácio", embora eu já insista a escrever o epílogo. Talvez seja mesmo epílogo.
E olha que eu nem sei tudo o que você sente, apenas acredito. Talvez nem mesmo saiba de tudo. Ahhh esse tal de "talvez".
"Talvez" é engolir o choro, seja de alegria ou tristeza, guardando pra si e prendendo no outro um coração que dispara sem poder fazer alarde.
Ele te isenta de cobranças, neutraliza e protege. Expondo o outro aos fantasmas que ele tem que fingir que não vê e não sente.
Ohhh Mulher de branco que "tanto" me faz assim, tão empolgado em escrever ou mesmo falar de ti, qual será o" tanto" que se sente quando não se pode sentir segura… Trocar a infelicidade certa do "não" pela incerteza que agoniza à espera do "sim"…
Somos fracos, somos estupidamente fracos.
E como você mesmo diz: "-Ai ai ai, você me vê por um lado diferente!"
Não menininha, eu faço a sua leitura de "Mulher pelo prefácio", embora eu já insista a escrever o epílogo. Talvez seja mesmo epílogo.
E olha que eu nem sei tudo o que você sente, apenas acredito. Talvez nem mesmo saiba de tudo. Ahhh esse tal de "talvez".
"Talvez" é engolir o choro, seja de alegria ou tristeza, guardando pra si e prendendo no outro um coração que dispara sem poder fazer alarde.
Ele te isenta de cobranças, neutraliza e protege. Expondo o outro aos fantasmas que ele tem que fingir que não vê e não sente.
Ohhh Mulher de branco que "tanto" me faz assim, tão empolgado em escrever ou mesmo falar de ti, qual será o" tanto" que se sente quando não se pode sentir segura… Trocar a infelicidade certa do "não" pela incerteza que agoniza à espera do "sim"…
Somos fracos, somos estupidamente fracos.
Vencidos pelo medo que nos impede de esperar, enquanto o outro foi vencido pelo medo que o impede de decidir.
Dessas crueldades que a vida impõe quando lança os dados. Dessas crueldades que impomos a nós mesmos quando encurralamos o outro no canto do tabuleiro.
Talvez seja melhor assim, já que existe um "talvez…" E no "assim", cabe o oposto de tudo aquilo que o "talvez" não deu conta.
Aquilo que foi insuficiente e que agora vai ter que bastar.
Todos aqueles "mas" e aqueles "se…"
E preste atenção!: O que vem depois da vírgula. Reconsiderar.
Os sorrisos pendentes estão suspensos por "agora".
"Talvez". Justificativa do ainda é cedo. Um prenúncio do tarde demais.
E preste atenção!: O que vem depois da vírgula. Reconsiderar.
Os sorrisos pendentes estão suspensos por "agora".
"Talvez". Justificativa do ainda é cedo. Um prenúncio do tarde demais.
Mulher de branco, "talvez" forte o suficiente.
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uauuuu xisss, essa é a mulher de branco???? lindo o texto.....
ResponderExcluirAi esse tal me talvez me mata tambem....hehe
Beijos e parabens.
Viviane/Aracaju
esta maravilhoso seu texto, amei.
ResponderExcluirMulher de branco...é ela?????
bjokas
Marcia-Londres/UK
Que boca maravilhosaaaaaa..
ResponderExcluirsidney- Sao Paulo
Que texto maravilhoso.
ResponderExcluirhttp://lollyoliver.wordpress.com
Simplismente do caralhooooo..... estou arrepiada....
ResponderExcluirOs sorrisos pendentes estão suspensos por "agora".
"Talvez". Justificativa do ainda é cedo. Um prenúncio do tarde demais.
Mulher de branco, "talvez" forte o suficiente.
Nivea Teles - BH
Amei seu post...me fez ver quantas coisas cabem num "talvez", palavra de tantas incertezas e que talvez jamais deixará de ser dita.
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