Sentou-se no jardim da praia. Era um tempo de falta de notícias, mas a sua ausência também era uma resposta.
Tentava orientar-se naquele belo jardim. Percebeu que sentia-se bem ali, 0 sol se fazia presente e o amor também.
Pessoas caminhando, outras correndo. Carrinhos de bebês.... uma cidade Linda.
E percebeu que as flores estão mais linda nessa época. Viu um passarinho que buscava insetos entre as folhagens, depois matava sua sede em uma poça d'agua.
Água.
Percebeu que a amava como água. Tudo alí estava bem florido.... a água.....
Ele a amava como a sede que se tem num calor de verão. Uma sede de água gelada que não acabava nunca.
Aquela sede que você não vê a hora da água encontrar. É quando as folhas laranjas fingem-se murchas.......voltando a vibrar quando a chuva vem.
A amava não somente como um amor de homem e mulher. Era mais..... Era como tentar explicar a chuva.
Era como aquele passarinho que, após matar a sede, se banhava naquele líquido tão precioso numa pequena poça.
Um apito de navio.......o pássaro voa.......Então, nesse momento, percebeu que ela sempre se fez presente, que não pede e que não dá nada em troca, apenas se manisfesta.
Sabe, essa sua emoção deve ter sido facilitado por esse dia tão maravilhoso aqui, sentado no jardim da praia. Pode ter sido a luz do sol.
Ficou alí sentado, sem a menor vontade de ir para o Hotel, mesmo quando a chuva caiu.

Lindo texto!!
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