Eu estava acostumando com sua voz, todas as noites, mas naquela foi diferente. Ao descer do avião, olhei para cima e vi aquele lindo luar. Percebi que ela havia chegado, já era noite, depois das dez.
Sabe, com toda essa sensibilidade eu percebi que não importa como cada um é criado, não importa suas crenças, educação familiar, estudo ou qualquer outra forma de conhecimento.
O que nos diferencia mesmo, entre a felicidade e a amargura, é realmente de como lidamos com as nossas "vontades". Não importa classe social, profissão, renda ou qualquer outra forma de classificação. O que importa mesmo são nossas "vontades".
Percebi que tudo em nossa vida segue a correnteza de nossas "vontades". Nós somos uma grande soma de tudo o que sentimos e o que fazemos, do nascimento a morte.
E o mais engraçado é que "vontade" é diferente de "instinto". Na primeira nós aprendemos no dia a dia, e algumas pessoas acabam nem sabendo disso e acabam por passarem a vida toda sem percebê-las.
Sabe, o mais interessante sobre a "vontade" são as pessoas que não as tem (as infelizes). Reparem que elas nos fazem acreditar naquilo que dizem, deixamos de ter nossas próprias vontades, pensar por nós mesmos.
E pensando em tudo isso, tenho a certeza que acredito na minha própria vontade, sem preconceitos, sem pudores.
Acredito que nada é por acaso, acredito no amor, acredito na paz, acredito em felicidade, acredito em sucesso, acredito em sempre fazer boas ações, acredito no sorriso, no abraço, acredito na amizade sincera e eterna e na saudade.
Acredito em tudo isso e muito mais......e acredito na sua voz......mesmo quando sua voz chega a noite, sempre depois das dez.
Essa é para você, areião, a voz da rádio.
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